Abrir o preço em três momentos

Para cada proposta, preencha as mesmas linhas. Uma linha vazia não vale zero: é uma pergunta a fazer.

MomentoRubricasProposta AProposta B
AquisiçãoMáquina, entrega, instalação, ligações, formação
Utilização (por ano)Energia, água, consumíveis
Manutenção (por ano)Contrato, peças
FimRemoção ou valor residual

Entrega, instalação e condições do local

Os manuais de instalação, como o que a RATIONAL publica para os seus fornos mistos, mostram quantas condições o local tem de cumprir: alimentação, água, esgoto, exaustão, distâncias. Cada adaptação do local é um custo de aquisição. Peça a cada fornecedor o que fica a seu cargo e o que fica a cargo do cliente.

[2]

Empilhador estacionado num armazém.

Exemplo ilustrativo a cinco anos

Com valores puramente de exemplo: a proposta A custa 18 000 € instalada, a B 21 000 €. A energia, calculada a partir dos consumos declarados e de 0,25 € por kWh, vale 4200 € por ano em A e 3400 € em B. A manutenção prevista é de 600 € por ano em ambas. Em cinco anos, A custa 18 000 + 5 × 4800 = 42 000 €; B custa 21 000 + 5 × 4000 = 41 000 €. B, mais cara na compra, fica 1000 € mais barata no período.

Rubrica (exemplo)Proposta AProposta B
Compra e instalação18 000 €21 000 €
Energia por ano4200 €3400 €
Manutenção por ano600 €600 €
Total em 5 anos42 000 €41 000 €

A hipótese que pode inverter o resultado

No exemplo, basta o preço da energia descer ou as horas de utilização diminuírem para A voltar a ser mais barata. Identifique a hipótese mais sensível e refaça o cálculo com um valor prudente. Se o resultado se inverte, a decisão depende dessa hipótese: confirme-a antes de decidir.

Limites deste guia

O exemplo usa números de exemplo, não preços de mercado: substitua-os pelas propostas escritas que receber. O guia não trata de amortizações, financiamento ou apoios, que mudam o resultado: fale com o seu contabilista antes de assinar. Guarde as hipóteses do cálculo junto da proposta.

Erros a evitar

  • Comparar propostas com âmbitos diferentes.
  • Pôr a zero os custos que ninguém orçamentou.
  • Inventar uma frequência de avarias.
  • Usar um preço de energia diferente do da fatura.
  • Não escrever as hipóteses do cálculo.

Não inventar a produtividade

Se uma proposta promete «mais 20 % de produção», peça a base: com que produto, em que condições, medido como. Sem essa base, não a ponha na conta. O mesmo vale para avarias: em vez de inventar uma frequência, peça tempos de intervenção garantidos e ponha o custo do contrato na grelha.

Para ter à mão

Perguntas frequentes

Porquê comparar a cinco anos?

Porque energia e manutenção podem pesar tanto como a compra. No exemplo do guia, a proposta mais cara na compra fica 1000 € mais barata em cinco anos.

E se não conheço um custo?

Deixe-o como pergunta na grelha em vez de o inventar, e peça-o ao fornecedor.

Como tratar promessas de produtividade?

Peça a base da medição; sem ela, não as inclua no cálculo.

O que fazer quando duas propostas ficam muito próximas?

Desempate pelos pontos que o cálculo não mede bem: prazo e qualidade da assistência, disponibilidade de peças e formação incluída.

Recursos e soluções

Fontes e referências

  1. Comissão Europeia — Cálculo do custo do ciclo de vida (em inglês) — consultado em 26 de outubro de 2026
  2. RATIONAL — Manual de instalação iCombi Pro e iCombi Classic (em inglês) — consultado em 26 de outubro de 2026